Pare de satisfazer as vontades alheias!

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“A maioria de nós tem áreas suficientes em nossas vidas onde temos de satisfazer outras expectativas. Deixe sua corrida ser sobre suas próprias esperanças e sonhos”.

Meb Keflezighi – fundista norte-americano.

 Você já se questionou sobre o porque de ter tomado certas decisões, ou mesmo se deparou exercendo alguma atividade em que não sentia ter propósito?

Provavelmente a falta de motivação já virou uma constante na sua vida, e mesmo que você tenha se dado conta disso, ainda assim, continua considerando opiniões alheias quando precisa definir um assunto.

Se isso soa como um dilema rotineiro, não se preocupe! Você, da mesma forma que a maioria dos seres humanos, tem dificuldade de tomar decisões por conta própria sem sofrer interferência de terceiros.

Não que consultar outras pessoas que confiamos seja errado – muito pelo contrário. O que de fato acontece é que depositamos muito mais confiança nos dogmas e conceitos presentes em nossas instituições do que em nós
mesmos.

Fato é que temos um enorme medo de ousar! A ousadia é vista como rebeldia e sair dos conceitos arraigados soa como um risco inapropriado, ao qual muitos de nós não está disposto a correr.

É importante entender que ousadia não tem a ver com falta de responsabilidade. Existem regras e condutas que devem ser seguidas, pois elas são fundamentais para nossa segurança e, da mesma forma, exercer atividades
moralmente baixas e pouco construtivas irão resultar em infelicidade.

No entanto, me refiro aqui à falta de ousadia que temos para sermos protagonistas de nossas vidas. É necessário refletir quanto esforço investimos para realizar coisas que não gostamos, e quão pouco fazemos para desenvolver
nosso autoconhecimento.

O ser humano moderno sofre uma dicotomia constante entre “si próprio” e o “outro”. O medo do erro, da falta, do não pertencimento e do julgo alheio é uma constante em nossas vidas.

O instinto de sobrevivência impera frente à existência plena, e muitas vezes sentimos que não somos merecedores
de prosperidade quando ousamos de verdade.

Contudo, sair desse paradigma requer muita coragem e predisposição, pois temos poucos instrumentos e pessoas eficientes capazes de apontar um caminho assertivo para o nosso desenvolvimento.

Provavelmente você irá se frustrar com a maioria dos conselhos que irá ouvir, pois todos eles serão respostas
prontas e vazias. O ser humano julga e aconselha baseado em suas perspectivas e experiências, e são pouquíssimos
aqueles que conseguem ter empatia e dar boas dicas.

É raro encontrar alguém que faça perguntas pertinentes, que nos propiciem uma reflexão profunda, capaz de
prover “insights” poderosos.

Qual foi a última coisa que você fez por si mesmo? Talvez, ao passo que reflita sobre esta pergunta, irá notar que
há muito tempo não toma uma decisão genuína. Se isso for verdade, é hora de mudar!

Se você não conseguiu ainda uma pessoa que lhe fizesse perguntas inteligentes a fim de propiciar uma reflexão assertiva, não tem problema!

Faça você mesmo as perguntas. Na próxima vez que for tomar uma decisão ou ouvir uma opinião, reflita se elas fazem sentido. É importante estar atento às armadilhas do nosso ego. Quando ficamos muito tempo condicionados
a ouvir o externo não criamos uma estrutura interna que nos permita tomar decisões sem sentir medo.

Ao passo que decidimos ousar, iremos nos defrontar com as vozes de nossa personalidade, como: “ah…isso não vai dar certo”, “você vai errar”, “você está perdendo tempo”.  Tenha em mente que isso irá acontecer, e é necessário ter foco no objetivo para enfrentar as dissonâncias que o nosso cérebro irá apresentar.

Mas o que eu mais gostaria de ressaltar é o seguinte: não se feche caso as primeiras tentativas não resultem no efeito desejado! Este é, sem dúvida, um dos maiores limitadores para o nosso empoderamento pessoal. A maioria dos indivíduos desistem quando começam a ousar e não atingem os objetivos no tempo almejado, ou quando se deparam com o erro.

Portanto é importante não se fechar, caso as coisas não ocorram como o esperado no começo. Como já dizia o poeta desconhecido: “Somos feitos de hábitos sem sentido, inflexíveis e desmotivadores, e o nosso maior hábito é não querer sair da zona de conforto”, por mais vazia que ela seja”.

Se satisfazer a vontade alheia já virou algo habitual em sua vida, não pense duas vezes – MUDE!!!!

O começo pode ser desconfortável, mas os resultados serão gratificantes.

 

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